Relato do...
Segunda-feira, 26 de Junho de 2006
Vá para fora cá dentro
Pois é, nada como um fim de semanazinho passado na Terriola. sexta-feira ainda foi dia de ir ao S. João numa sede de concelho do distrito de Coimbra, muita festa, muita musica, marchas populares, farturas e fogo de artificio.

Foi engraçado ver um pormenor das marchas, a audiência era tão grande que quando as marchas quiseram seguir rua abaixo, tiveram quase de empurrar o público... Também engraçado foi ver uma das marchas a dividir-se em 2 e seguirem por ruas diferentes, mas pelos vistos não estava programado. Cá em Lisboa não se vê disto, hehe...

Cerca da 1h da manhã, hora do fogo de artificio que todos esperavam. As pessoas acorreram todas às ruas próximas da praça onde estavam os foguetes prontos a lançar. Houve algum atraso devido à chico-espertice de alguns sujeitos que sabendo que estão explosivos prestes a detonar, continuam a querer passar pelo meio dos mesmos na normalidade ou quererem sentarem-se à beira... Felizmente, tudo decorreu na normalidade, 20min de fogo de artificio (um pouco poupado para durar mais), mas muito bem coordenado.

Sábado foi dia de manutenção regular ao carro, manter tudo em peak efficiency. Ao final da tarde, subida aos 1400metros da serra da Lousã, onde fui presenteado com um dos melhores ambientes florestais que possam existir.
Estava bastante enevoado no cimo da serra, e conforme subia, aumentava um certo tipo de nevoeiro que dava um aspecto fantasmagorico-mágico à serra. Sentia-se o fresco da serra e da floresta, o cheiro a musgo e ar puro, ouvia-se o vento a passar pelas arvores como se estas estivessem vivas e a sussurrar algo que não percebia.
No meu caminho para o topo, passei uma zona desflorestada onde se podia mesmo entrar nas nuvens e ver as mesmas enrolar tal como as ondas do mar, enquanto atravessavam a serra de um lado para o outro, abanando o carro e deixando marcas de húmidade e talvez uns pequenos flocos de gelo nas extremidades dos vidros.

Chegado ao topo, desliguei o carro e contemplei o valente assobiar do vento conforme atravessava as estruturas das antenas de várias dezenas de metros de altura (eu diria mais entre 5 e 10 andares), presas à serra com valentes cabos de aço de grossura equivalentes aos  utilizados nas pontes.
E um pormenor. Não vi as antenas. Sabia que estavam lá por que já tinha as visto em dias de bom tempo, a única coisa que as denunciavam, eram os cabos de amarração que estavam ao pé de mim, e seguiam para cima, na diagonal, onde desapareciam uns 5metros à minha frente, entrando no encoberto, e o assobiar do vento, que vinha da direcção onde a antena estava.
Foi uma ida à serra memorável...

Descido novamente ao mundo dos mortais, aproveitei para ir à Internet via wifi, num ctt perto de si (ou eu pensava). Infelizmente num dos concelhos, desligam o acesspoint de noite, portanto, fui até ao concelho mais próximo, onde estacionado ao pé de uma igreja, mesmo ao lado dos correios, deu para navegar um pouquinho e teclar com malta, não muito porque estava lentinho. Isto tudo ao toque de sinos da meia-hora e da passagem de hora.

Soube bem dormir até mais tarde no domingo, para recuperar as energias gastas no dia anterior, de tão bom que foi, acordar devagarinho tomar o pequeno almoço sem correrias... Mais tarde, almoçar, ir ao tomar um cafezinho ao café da vila, por alguma conversa em dia, ver velhos amigos que já não via há meses.

A selecção! Que jogão! Que garra! Que força de vontade dos nossos soldados, a combater uma equipa que devia ter vergonha pela falta de fairplay.
Foram 73min de sofrimento, ver a equipa a ficar reduzida, e o arbrito triggerhappy nos cartões, pronto a sacar deles mal que pudesse. Mas a nossa selecção foi superior, aguentaram todos juntos, poucos mas bons, como se costuma dizer, até ao fim, até à vitória.

Regresso a Lisboa, estranhei um pouco... Alteraram os limites de velocidade? É que em toda a A1, parece que ninguém ia a menos de 160... Fiquei lixado foi de ter de pagar auto-estrada em obras, na zona ao pé de Torres Novas. E não era pouco, eram uns 10km de 2vias, muito apertadas e cheias de remendos e traços enganadores.

Foi um fim de semana como já não tinha um há muito tempo :)

sinto-me: KO
música: discos e ventoinhas de vários pcs

publicado por HandyAndy às 10:37
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Sexta-feira, 23 de Junho de 2006
Não compensa ser amigo do ambiente
Pelo menos para o nosso estado, não...

Ha quase um ano, face aos preços galopantes da gasolina e ter adquirido um carro do qual gosto muito, decidi converte-lo  para consumir gás de petróleo liquefeito, também conhecido como GPL.

Obviamente, fiquei contente ao pesquisar e descobrir que ia contribuir com menos cerca de 80% de emissões de CO queimando gás em vez de gasolina. Fiquei contente com a obvia poupança ao abastecer e ao deixar de sentir o forte cheiro de monóxido de carbono que sai do escape e que sentimos quando paramos ou estamos numa fila de transito. Fiquei contente ao saber que o motor ia ser poupado, inclusive andar mais limpo internamente, pois a combustão de GPL não provoca acumulação de carvão. Fiquei contente ao saber que apesar de ter subido 12centimos em quase um ano, o GPL sofre menos das loucuras das nossas mafias..., desculpem, gasolineiras nacionais.

Mas nem tudo é mar de rosas, temos muito poucas bombas, geralmente só se encontram mais nos grandes centros urbanos e grandes cidades, temos o maravilhoso Tó (autocolante) azul de dimensões exageradas e que em certos carros mais parecem um placard de transito colado ao carro, e, devido à ignorância dos nossos políticos na altura de lançar leis, também deixei de poder estacionar em parques cobertos.



Isto porque, quando se fala em gás, certas pessoas pensam logo em explosão e bombas e fugas... O que se esquecem é que um depósito de gasolina é de plástico, muito mais fácil de perfurar ou de ter fugas, não tem várias válvulas de segurança (como tem um sistema de GPL), e em caso de fuga de gasolina esta fica no chão, à espera... de uma fonte de ignição...

Um deposito de GPL é em ferro/aço de construção solida (já ouvi dizer que eles são testados deixando-os cair de vários metros e cheios) e em caso de fuga ou acidente, existem várias válvulas que cortam a passagem de gás antes deste chegar à fuga.

Inclusive, um carro que incendeie, caso tenha ambos os depósitos cheios, irá explodir pelo da gasolina, pois o de GPL tem um sistema, que no caso de a pressão aumentar devido à temperatura, simplesmente vai expelindo o gás de forma a não haver ruptura/explosão, como já vi num vídeo num site de um instalador nacional onde sacrificaram um carro para demonstra.

Não tem mesmo comparação em matéria de segurança. Por ex., sabiam que as bilhas que normalmente se usam em casa, para os fugões e esquentadores, caso seja cortado o tubo, esta fuga só vai parar quando a bilha tiver vazia ou alguem a desligue??? E não vemos sinais de GAS na porta das pessoas ou proibição de usar gás em casas cobertas (lol)nem legislação que obrigue a melhorar a segurança...

Deve ser uma doce vingança do estado por não contribuirmos para o querido ISP.

Mais engraçado ainda, é quando tenho de fazer a inspecção periódica, ter de fazer a mesma com o carro a trabalhar a gasolina, sendo a poluição produzida a funcionar desta forma, maior. (apesar do carro andar 99% do tempo a GPL).

Ridícula, no mínimo, é o que eu posso chamar à inspecção feita por um Eng.º da DVG ao meu carro, na altura que foi aprovada a adaptação ao GPL. Posso-vos dizer que o sistema podia estar cheio de fugas, curtos-circuitos e o deposito ter deficiências, que o carro tinha sido aprovado à mesma. A única coisa que se preocuparam foi ver a os números de homologação das peças e se  o bocal de abastecimento estava a uma medida especifica da porta e da traseira. Obrigado por se preocuparem com segurança!!!

À pco vou ali à repartição de finanças, pagar o imposto de selo, quando, me deparo que estou a pagar o imposto como se fosse um carro a gasolina, ou seja 24.71 euros. Quando questiono o funcionário, este responde-me que só se o carro for apenas a GPL é que pagaria menos, nomeadamente pco mais de 8euros (um terço menos)...

Enfim, esperemos por melhores e mais justos tempos...


Alguma info sobre gpl.

sinto-me: Amigo do Ambiente
música: Huey Lewis and the News

publicado por HandyAndy às 14:09
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O Meu Primeiro Blog
Já que agora está na moda ter um blog, porque não?

E porque não, já que tenho time to kill com fartura, e na falta de alguém para conversar enquanto estou aqui ao pc/portatil/trabalho, acho que só vai fazer bem, ver se começo a ganhar embalo para isto dos blogs

E que dia para começar, é 6ª feira, ja tá quase na hora de almoço, logo vou de viagem para a terinha arrejar.. maravilha...

Ontem ganhou o Brasil, grande festa por ai fora, é incrivel o tamanho da comunidade brasileira em portugal, agora estou um pco na dúvida... Será que, quando Portugal ganhou, aqui há uns dias, houve assim tanta festa?

In other news.....

Aqui há uns dias cheguei a nivel 60 (maximo) de um belo de um jogo chamado World Of Warcraft. Para quem não sabe, trata-se de um jogo no seguimento de warcraft, com base no Lord of the Rings. Eu que nem gosto muito deste tipo de jogos (role playing), lá entrei na onda. Ao que parece é um dos jogos mais jogado a nivel mundial, com montes de fans.
No jogo, a pessoa desenvolve uma personagem desde nivel 1, onde pode escolher a facção a que pertence, a raça e a especialidade, começando o jogo com muito poucas coisas (roupa, armadura, armas, dinheiro, truques etc) vai subindo de nivel aos poucos e poucos com a experiencia (XP) que vai ganhando das quests que outras personagens do jogo lhe dão para completar, ganhando dinheiro e itens que pode utilizar no proprio "boneco", mas ao mesmo tempo vai viajando de terra em terra onde vai sendo mais dificil efectuar as tarefas
que lhe são incumbidas.


No fim, o jogo não termina, o jogador junta-se a outros onde depois vão em Raid atacar dragões e inimigos gigantes, os quais só são possiveis derrotar em equipa.

In sports (or lack of it)....

Finalmente, ha coisa de 2 semanas, consegui colocar mecanicamente a minha bicicleta BTT em estado de prontidão, envolveu muitas idas a uma casa de bicicletas que deixou de ser a minha favorita, devido a terem-me tentado, e em parte conseguido, enganar.
Ora bem, precisei de ir lá buscar um cubo pedaleiro selado para substituir o que eu tinha que era de inferior qualidade. Inicialmente não levei as medidas, mas tudo bem, porque geralmente estas não variam muito. Chego a casa, tento montar, peça muito grande, não enroscava. Volto lá, explico-lhes a situação e levo com o "O sr não deve ter feito bem, deve ter montado ao contrario ou apertar para o sentido contrario.

Tudo bem.. na altura como não tinha a certeza, e como eles é que eram os profissionais e como tambem fiquei cansado ao estar lá 1hora com o velhote da loja a ter conversa em circulos sobre as medidas de dentro e de fora, o sentido de aperto, lá voltei para casa com a mesma peça, apenas para verificar que eu é que estava correcto. Mais uma ida à casa, com negociamento dificil! para me trocarem a peça, volto a experimentar, agora com uma 2ª peça, não dá... mau...

Novamente de volta à loja, já bastante chateado, onde me começam com uma conversa de levar lá a minha bicicleta para fazer rosca no meu quadro à medida da peça deles por que não a tinham do tamanho que eu precisava... O QUÊ????
Desisti... Voltei para casa, passei numa loja que nunca tinha ido, a uns 5min de minha casa, que tinha aberto ha pouco tempo, em 10min fiquei atendido, levei a peça, enroscou à primeira, maravilha, ganharam um cliente...


Aqui ha uns dias fui a Monsanto fazer um trial test para testar a bicicleta a sério, para acabar por descobrir de que quem precisa de manutenção sou eu... Fiquei envergonhado ao ter de desistir de uma subida que apenas ha uns 3 ou 4 anos subia à primeira e se fosse preciso subia uma 2ª vez... Ok, foi um mau dia para o BTT, vou ter primeiro melhorar a minha condição fisica antes de ter ideias de voltar a enfrentar a subida da morte (como um amigo meu lhe chamavamos quando lá iamos)...

nota: i miss the Monsanto of the old days... trilhos selvagens com valas nos trilhos que cabia lá a biciclenta, o excesso de arbustos e arvores perto dos trilhos que nos tinhamos de desviar, a inexistencia de caminhos construidos pela mão humana, sem buracos ou nivelados... snifffff.......

nota2: I'LL BE BACK!



sinto-me: Bora lá...
música: Best of the 80s (radio online)

publicado por HandyAndy às 10:40
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